Apesar do acordo de cessar-fogo entre Israel e o Hamas, o exército israelense segue bombardeando a Faixa de Gaza, incluindo áreas residenciais. Há ainda, no território, restrições à entrada de alimentos e remédios e à saída de palestinos, mesmo os feridos.
De acordo com médicos palestinos, ao menos uma pessoa morreu hoje na zona de Deir al-Balah, vítima de um míssil que caiu em uma área residencial, onde se encontravam barracas de campanha e edifícios. Outras quatro pessoas foram feridas. O centro da Faixa de Gaza deveria ser uma zona segura, mas não há, neste momento, nenhuma zona segura aqui no território.
Na região costeira, barcos de guerra israelenses lançaram mísseis contra embarcações de pesca de palestinos, deixando quatro pescadores feridos. Estes pescadores não tinham ultrapassado a suposta linha roxa que o exército de Israel indicou como zona de perigo.
Além disso, segundo o secretário-geral das Nações Unidas, Antonio Guterres, existem atualmente cerca de 18.500 pacientes que precisam sair imediatamente da Faixa de Gaza para receberem tratamento médico, incluindo 4 mil crianças.
E a organização World Central Kitchen decidiu encerrar o trabalho no território por causa das restrições impostas por Israel, comprometendo serviços de distribuição de alimentos para uma população já exausta.
*Reportagem de Huda Hegazi, correspondente na Faixa de Gaza da Telesur, Canal Latino-Americano e Caribenho.
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