A cajuína, bebida feita a partir do caju e típica do Piauí, passou a ser objeto de estudos nos laboratórios da Universidade Federal do Delta do Parnaíba (UFDPar). Pesquisas indicam que a bebida pode auxiliar no tratamento do refluxo gastroesofágico. O estudo já foi publicado em revistas internacionais.
Na região de Parnaíba, cerca de 250 mil quilos de caju são utilizados anualmente para a produção da cajuína. As plantações estão localizadas nos distritos de irrigação dos municípios litorâneos. Produzida de forma artesanal, sem adição de produtos químicos e sem teor alcoólico, a cajuína é reconhecida como patrimônio cultural do Piauí.
Pesquisadores da UFDPar apontam que a cajuína pode ser menos agressiva para pessoas que sofrem de refluxo gastroesofágico. A pesquisa busca identificar se a bebida pode ser classificada como um nutracêutico, ou seja, um alimento líquido funcional com alta concentração de compostos bioativos, nutrientes e vitaminas, capazes de oferecer benefícios específicos à saúde. Após os testes em animais, a próxima etapa será a realização de estudos clínicos em humanos.
A reportagem é da TV Antares, emissora da Rede Nacional de Comunicação Pública.
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