No Amazonas, a subida rápida dos rios já impacta cidades inteiras. As cidades de Itamarati, Eirunepé e Boca do Acre, no sudoeste do estado, estão em situação de emergência. Outros nove municípios estão em alerta e treze em atenção.
Em Itamarati, o nível do rio está a 50 cm de alcançar a marca histórica registrada em 2015, de 21,9 m. Cada medida a mais na régua ameaça as casas, a saúde e a segurança da população. Agora, com o decreto de emergência, os atingidos podem receber socorro imediato do governo. A previsão dos meteorologistas é de chuva acima da média pelo menos até o fim do verão. Com isso, as famílias atingidas podem precisar desse apoio por bastante tempo.
A Defesa Civil do estado alerta que os rios Purus e Juruá, principais afluentes do Rio Amazonas, podem atingir o pico de cheia já nas próximas semanas. O monitoramento indica que, nesse ritmo, as enchentes podem atingir 35 cidades, afetando quase 700 mil pessoas.
Situação parecida está sendo registrada no Acre. Em Sena Madureira, a cheia do rio já afeta mais de 15 mil pessoas. No início do mês, o Rio Acre atingiu a cota de transbordo, impactando 12 mil pessoas em Rio Branco. Segundo o Serviço Geológico do Brasil, o auge das enchentes era esperado apenas para junho.
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