Familiares de prisioneiros palestinos presos protestaram em frente à sede do Comitê Internacional da Cruz Vermelha em Gaza. Com fotos nas mãos e palavras de ordem, eles pediram a libertação dos detidos e o fim das sanções impostas contra os presos, especialmente durante o Ramadã.
"Estamos aqui para enviar ao mundo uma mensagem de apoio aos nossos prisioneiros e mostrar que não os esquecemos. Este é o segundo Ramadã sem o meu marido. Cada dia é mais difícil, especialmente quando as crianças perguntam por que o pai está preso”, afirma Wisam Salem, que é esposa de um dos detidos.
Segundo os manifestantes, o objetivo do ato é manter a situação dos prisioneiros em evidência e pressionar a comunidade internacional por medidas humanitárias. Muitas famílias afirmam enfrentar longos períodos sem contato com parentes detidos e denunciam dificuldades impostas pelo sistema carcerário.
“Os prisioneiros enfrentam condições extremamente duras. Há denúncias de repressão, maus-tratos e restrições severas. Eles querem retornar vivos às suas famílias, e não em caixões”, denuncia Nashat Al-Wahidi, coordenador de assuntos dos prisioneiros.
Organizações ligadas aos familiares afirmam que as detenções afetam milhares de famílias palestinas e pedem maior atuação de organismos internacionais para garantir direitos básicos e melhorar as condições de detenção. O protesto também buscou sensibilizar a opinião pública mundial para a situação humanitária vivida pelos presos e seus familiares.
*Reportagem da Telesur, canal Latino-Americano e Caribenho.
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