Uma greve geral paralisou grande parte da Argentina nesta quinta-feira (19). A mobilização foi convocada por sindicatos contra a reforma trabalhista proposta pelo presidente Javier Milei. Bancos não funcionaram e os serviços de transportes e o comércio foram afetados.
Na capital Buenos Aires, grande parte do transporte público parou logo nas primeiras horas da manhã. Muitas linhas de ônibus não rodaram e os trens não saíram das estações. Quem teve que se deslocar, precisou de paciência. O entregador Nicolas Mereles disse que tinha uma viagem de trem de uma hora e meia, mas precisou fazer o percurso de bicicleta, o que levou duas horas e meia.
Nos aeroportos, centenas de voos domésticos e internacionais foram cancelados. Só a companhia aérea estatal Aerolíneas Argentinas suspendeu pelo menos 250 voos. Mais de 30 mil passageiros foram afetados.
Essa é a quarta greve geral que o presidente Javier Milei enfrenta em dois anos de governo. A maior federação sindical da Argentina, a CGT, afirma que a reforma proposta ameaça proteções trabalhistas, com a redução de indenizações, a extensão da jornada de trabalho para 12 horas e a imposição de um limite ao direito de greve. Já o governo argumenta que o projeto de lei, aprovado na semana passada pelo Senado, incentiva o investimento e promove o emprego formal.
Com a votação da reforma marcada para hoje na Câmara, manifestantes foram para a frente do Congresso argentino pressionar os deputados.
Milei vai aos EUA
Mesmo com a tensão no país em alta, Javier Milei viajou aos Estados Unidos para participar da primeira reunião do “Conselho da Paz”, uma espécie de ONU paralela criada pelo presidente Donald Trump para a estabilização da Faixa de Gaza.
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