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Guerra de números e interesses sobre a redução da jornada de trabalho 

Repórter Brasil

No AR em 27/02/2026 - 19:00

A discussão sobre a jornada de trabalho no Brasil segue gerando polêmica e virou uma guerra de números. De um lado, os patrões dizendo que os custos subirão com menos dias de trabalho e que a conta será paga pelos consumidores. De outro, uma luta dos trabalhadores por mais direito a descanso. 

A Confederação Nacional do Comércio (CNC) realizou um estudo que projeta um impacto de 21% de aumento nas despesas com a folha de pagamento das empresas. Isso resultaria em um gasto adicional de R$ 122 bilhões por ano no Brasil.

Já o Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea) estima que o custo da hora de trabalho subirá, em média, 7,8% para as empresas. Segundo o instituto, a elevação será de apenas 1% na indústria e no comércio; entretanto, no setor de serviços, como empresas de vigilância, que dependem fortemente de mão de obra, a elevação estimada é de 6%.

Uma pesquisa abrangente da Unicamp, desenvolvida por dezenas de especialistas e fundamentada em diversas publicações, aponta que 4,5 milhões de pessoas seriam contratadas caso a jornada semanal caísse para 36 horas. O estudo indica que o ganho de produtividade ficaria em 4%, valor que compensaria parte dos custos. Atualmente, 76,3% dos brasileiros em situação de trabalho cumprem mais de 40 horas semanais, e a implementação da escala 4x3 (quatro dias de trabalho por três de descanso) beneficiaria 76 milhões de trabalhadores.

Cenário Internacional

A discussão também avança no exterior:

A Argentina discute, no momento, a elevação do número de horas trabalhadas.

México, Colômbia e Chile debatem a redução da jornada.

O Equador, desde 1908, já utiliza uma jornada de 40 horas semanais, índice inferior ao de seus países vizinhos.

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Criado em 27/02/2026 - 20:25

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