A irregularidade das chuvas tem preocupado produtores do Matopiba, área do Cerrado considerada uma das principais produtoras de grãos como soja, milho e algodão, formada pelos estados de Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia. A precipitação demorou a se estabelecer e, quando ocorreu, veio de forma intensa, trazendo riscos como o atraso no plantio.
A atuação de um corredor de umidade, que mantém precipitações frequentes na faixa central do Brasil, já provocou volumes expressivos em áreas de Minas Gerais, Bahia, Goiás, Tocantins e norte do Mato Grosso. O excesso de chuva tem prejudicado a colheita da soja, que deveria estar próxima do fim. Com o solo encharcado, as máquinas não conseguem acessar as lavouras, causando atrasos e comprometendo o plantio da segunda safra do milho, cuja janela ideal, entre meados de janeiro e o fim de fevereiro, fica cada vez mais curta.
Na última semana de janeiro, os volumes de chuva ultrapassaram 200 milímetros no cerrado mineiro e 100 milímetros no oeste da Bahia, em Goiás e no médio norte do Mato Grosso. Esses impactos estão associados à influência de fenômenos climáticos de grande escala. Enquanto o El Niño altera o regime de chuvas em diversas regiões do planeta, a La Niña se caracterizada pelo resfriamento das águas do Oceano Pacífico, e costuma provocar mais chuva no Norte e no Nordeste do Brasil e menos no Sul.
A situação preocupa produtores do Maranhão, Piauí, Tocantins e Bahia. O atraso das chuvas no início da safra 2025/2026 levou, em alguns casos, ao replantio de áreas e a dificuldades na recuperação de barragens. Agora, com a chegada tardia e intensa das chuvas durante o período de colheita, há risco de perdas na produção de soja e de problemas climáticos para a segunda safra.
A reportagem é da Unitins TV, emissora da Rede Nacional de Comunicação Pública.
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