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Mercado financeiro prevê redução da Selic em março 

Repórter Brasil

No AR em 25/02/2026 - 19:00

Analistas do mercado financeiro baixaram a expectativa para a taxa Selic em 2026 para 12,13% e a projeção da inflação anual para 3,91%. A mudança aumenta a expectativa de redução da taxa básica de juros da economia na próxima reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom), que acontece em março. Hoje, a Selic está em 15%, uma das maiores do mundo.

Apesar de ser um instrumento do Banco Central para o controle da inflação, a taxa Selic em um nível tão alto reduz a capacidade de investimento das empresas e pesa sobre a dívida pública.

Em uma loja de materiais de construção, na Zona Oeste da capital paulista, argamassa e outros itens mais pesados foram para os fundos. Na parte da frente, estão os produtos menores, de elétrica e hidráulica: uma adaptação aos tempos de mais reparos e menos obras e reformas.

“Na venda atrapalha, sim. O material de construção básica, por exemplo, como tijolo e cimento, quando a taxa de juros era menor, ele saía mais. Agora, com a taxa de juros maior, ele demora um pouco mais para sair. Tanto que eles perderam um pouco de espaço na frente da loja e acabaram indo para o fundo por conta disso.” conta o comerciante Danilo Vicentini. 

Uma possível queda nos juros pode aumentar a disposição dos clientes por projetos maiores. A expectativa é que as vendas a partir de março ganhem um impulso extra, a depender da decisão do Copom sobre a taxa Selic.

A taxa de juros é usada como instrumento para evitar o aumento da inflação. Quanto mais altos os juros, menor o consumo e menos os preços sobem. Mas, atualmente, as previsões estão reduzindo a estimativa de inflação para 2026, um cenário que abre espaço para redução dos juros, apesar dos fatores estruturais que mantêm a taxa no Brasil entre as mais altas no mundo.

Para o economista Ladislau Dowbor, os juros altos penalizam a população de duas maneiras: aumenta o custo do crédito das famílias e transfere recursos públicos, arrecadados pelos impostos, para especuladores, através da dívida pública.

“Isso dá um dreno da ordem de 10% do PIB. Esse é o nível. É uma coisa que vai muito mais do que o orçamento da saúde ou o orçamento da educação e coisas do gênero. É um dreno financeiro”, explica Ladislau Dowbor, professor de Economia da PUC-SP. 

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Criado em 25/02/2026 - 20:30

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