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Minha Casa, Minha Vida domina vendas de imóveis em SP, 62%

Repórter Brasil

No AR em 11/02/2026 - 19:00

Os imóveis enquadrados no programa Minha Casa, Minha Vida representaram mais da metade das unidades novas comercializadas na cidade de São Paulo no ano passado. Os números são do sindicato da habitação do estado. Além de representarem a maioria nas vendas, esses imóveis, na muitas vezes apartamentos, também lideraram em número de lançamentos no período: 62%.

Kennedy Santos trabalha há cinco anos comercializando apartamentos construídos a partir do programa Minha Casa, Minha Vida. Para ele, uma oportunidade de muitas famílias para deixarem o aluguel e viverem em condomínios bem estruturados, com espaços para lazer e práticas esportivas. “Não seria nem uma venda… É ajudar a pessoa a realizar aquele sonho de sair do aluguel, de melhorar a qualidade de vida. Até porque hoje em dia os empreendimentos têm playground, segurança 24 horas. A mãe que trabalha o dia inteiro, tem muita mãe solo que acaba trabalhando o dia inteiro e a pessoa acaba se sentindo mais segura”, conta o corretor. 

Recentemente, Kennedy também conseguiu realizar o sonho de ter o próprio lugar para morar a partir de uma das modalidades do programa, que permite parcerias com movimentos sociais. “No programa social do Minha Casa, Minha Vida, demora um pouco mais porque não envolve capitais financeiros. A gente trabalha na autogestão, a gente ajuda a fazer a obra. É diferente de você estar adquirindo com poder aquisitivo. É com luta e suor, como tudo na vida, né”, afirma ele. 

De dezembro de 2024 a novembro do ano passado, foram vendidos 111 mil imóveis novos na cidade de São Paulo. Desses, três em cada cinco pelo Minha Casa, Minha Vida. Imóveis na maioria compactos. Nove em cada dez dos imóveis novos vendidos em novembro tinham até 45 m². Uma parte deles com menos de 30 m².

Para o sindicato que representa as construtoras, os apartamentos podem ser pequenos, mas representam melhoria nas condições de vida das famílias.

“Pode parecer pequeno. De fato, pode ser que sim, mas depende do referencial. Pra quem morava há 20 km do centro, gastava 3 horas pra ir e voltar. Tá tendo um upgrade”, acredita Ely Wertheim, presidente-executivo do Secovi-SP. 

Em relação ao mercado imobiliário da capital paulista, o programa habitacional ganha importância nas vendas em um cenário de crédito prejudicado pelos juros altos.

“De fato, aconteceu uma conjuntura mais adversa pra quem ia tomar financiamento fora do programa, com taxas de juros muito mais elevadas. Além disso, os bancos restringiram mais a oferta de crédito fora do programa. E o custo ficou mais elevado”, explica Ana Maria Castelo, professora e coordenadora de projetos da FGV Ibre. 

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Criado em 11/02/2026 - 20:20

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