A Polícia Civil concluiu que policiais militares agiram em legítima defesa em uma ação ocorrida em 2024, na Baixada Santista, que terminou com a morte do menino Ryan Andrade, de quatro anos de idade.
Segundo o relatório da Polícia Civil, os PMs teriam revidado ataques de criminosos, e um dos tiros acabou atingindo a criança. Mas moradores alegam que não houve troca de tiros, e que os policiais dispararam contra as pessoas.
Uma polícia que, em vez de combater, aumenta a violência. Esta é uma das conclusões do capítulo Brasil do Relatório Mundial da Human Rights Watch. Números do Ministério da Justiça confirmam: no ano passado, o Brasil registrou 6.519 mortes em intervenções policiais, uma média de 18 mortos por dia.
A ONG internacional cita especificamente o modelo de operações policiais que invadem comunidades de baixa renda com extrema violência. Afirma que, além de não resolver o problema do crime organizado, esse modelo deixa vítimas dos dois lados.
Em 2025, 185 policiais foram mortos em todo o país. Outros 131 cometeram suicídio. Ainda assim, brasileiros negros continuam sendo os principais alvos: têm 3,5 vezes mais chances de serem mortos do que brancos.
“De 3min55s até 4min18s — o que precisamos é de inteligência… é disso que precisamos.”
O relatório da Human Rights Watch recomenda ao Brasil que formule políticas para proteger de forma efetiva o direito das pessoas. Propostas do governo sobre o tema seguem paradas no Congresso Nacional, como a PEC da Segurança Pública e o Plano Antifacção, que prevê diretrizes nacionais de combate ao crime organizado.
Pesquisas mostram que, hoje, a segurança pública é a principal preocupação dos brasileiros.
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