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Orelhões deixarão de existir na maior parte do país

Repórter Brasil

No AR em 09/02/2026 - 19:00

Os orelhões, para quem não sabe, são aqueles telefones públicos antigos que eram cobertos. Foram o único meio de comunicação de muita gente durante décadas. Com a chegada do celular, eles perderam o protagonismo e, agora, vão deixar de existir na maior parte do país.

Eles já foram um ponto de encontro. Já foram ponte para aproximar quem estava longe e diminuir a distância entre famílias. E também foi símbolo de recomeço para Silvana Coelho. Ela precisou sair de casa para fugir da violência doméstica. No início, foi morar em um porão sem telefone fixo ou celular. Foi um telefone público que ajudou a mudar de vida. 

É difícil acreditar que um aparelho que fez parte da cena e da rotina das grandes cidades, aos poucos, vai deixar de existir nos grandes centros. Pois é, a ficha ainda não caiu. No final de 2025, eram cerca de 38 mil aparelhos como este, mas, no final de 2028, vão restar apenas nove mil orelhões. 

Na Rádio Nacional, muitas das vozes que saíam dos aparelhos de rádio vinham de orelhões de vilas pequenas, beira de estrada, lugares onde o celular nunca chegou. 

“Os nossos programas eram abertos para a participação do público ou por carta ou através dos telefones. Mas telefone ninguém tinha praticamente, não tinha celular. Era o orelhão que era o grande instrumento usado pelo povo da Amazônia para mandar as suas mensagens, para o filho avisar para a mãe que estava muito bem. Até hoje, muitos ligam da Venezuela para cá, no "Eu de Cá, Você de Lá", usando ainda o orelhão”, destaca Maurício Rabelo, apresentador da Rádio Nacional.

Clique aqui para saber como sintonizar a programação da TV Brasil.

Tags:  orelhões

Criado em 09/02/2026 - 20:35

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