Em São Paulo, uma operação da polícia com a Secretaria Estadual da Fazenda teve como alvo um esquema de lavagem de dinheiro. A polícia investiga a ligação desses suspeitos com o Primeiro Comando da Capital. Pelo menos um dos investigados é de origem chinesa e só não foi preso hoje porque não está no Brasil.
Segundo as investigações, uma organização chinesa é suspeita de atuar junto com o PCC. Essa organização tem um site de vendas de produtos na internet, há mais de 20 anos no Brasil e que vende, especialmente, itens eletrônicos. Após as vendas, os valores não ficavam com o site, eles eram pulverizados em diversas contas bancárias de fachada. E, entre essas contas, segundo as investigações, duas pertenciam ao PCC, o Primeiro Comando da Capital.
Esse esquema foi descoberto quando consumidora fez uma compra nesse site e, depois, na hora de pagar, foi remetida para um terceiro site e recebeu uma nota fiscal em valor menor do que ela havia pago. Aí, ela procurou a polícia, que chegou ao esquema.
Nos últimos sete meses, segundo as investigações, foram movimentados mais de R$ 1 bilhão por meio desse esquema. O objetivo era lavar dinheiro, fazer uma confusão patrimonial e, com isso, enganar o fisco, o Judiciário e também fazer uma blindagem patrimonial.
Na operação de hoje foram presas duas pessoas ligadas ao PCC. Uma delas é uma mulher que atuava nesse site de vendas.
Segundo a polícia, o que ainda precisa ser esclarecido é se era o PCC que se beneficiava dessa organização criminosa chinesa ou o contrário, se a organização é que se beneficiava desse esquema do PCC. De todo modo, segundo a Polícia Civil, já há uma série de empresários identificados que acabaram atuando em conjunto com o PCC para obter lucros.
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