Nos Estados Unidos, o fim de semana foi marcado por protestos contra a política de deportação do governo Trump, com denúncias de uso de violência por parte de agentes do ICE, a polícia de imigração do país. O menino Liam, de 5 anos, que foi preso junto com o pai, voltou para casa, mas muitas outras crianças seguem detidas em centros de detenção para imigrantes.
Em Minneapolis, milhares de pessoas voltaram às ruas no sábado pedindo a saída de agentes do ICE da cidade. Na sexta-feira, uma multidão já havia marchado contra a política de deportações do governo.
Também em Minneapolis, ciclistas fizeram um passeio em homenagem a Alex Pretti, o enfermeiro norte-americano assassinado na cidade por agentes do ICE. A justificativa inicial era de que ele estaria armado, mas imagens mostram que Pretti não tentou pegar a arma e estava rendido quando foi fuzilado.
A brutalidade da política de Trump ganhou forte repercussão após as mortes de Pretti e de Nicole Goods, também cidadã norte-americana, assassinada por agentes do ICE, e pelas prisões de crianças, que estariam sendo usadas como “isca” para prender imigrantes.
No domingo, a boa notícia foi a volta para casa de Liam Conejo Ramos, de 5 anos. O menino foi preso pelo ICE junto com o pai, Adrian Conejo, em 20 de janeiro, quando ia para a escola, e enviado para um centro de detenção no Texas. Ontem, o deputado Joaquín Castro publicou imagens do menino já em casa. Em uma delas, Liam aparece com o mesmo gorrinho azul que usava quando foi preso.
ICE Out no tapete vermelho do Grammy
Os protestos também chegaram ao Grammy, o maior prêmio da indústria da música, realizado neste domingo, em Los Angeles. Diversos artistas usaram um pin com a frase ICE Out, que significa “fora ICE”.
Vencedor em três categorias, o rapper porto-riquenho Bad Bunny foi aplaudido de pé ao criticar o ICE, e afirmar “I’m gonna say: ICE out”. Em seu discurso de agradecimento, Bad Bunny completou “Não somos selvagens, não somos animais, não somos alienígenas. Somos humanos e somos americanos.”
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