Quase 90 milhões de brasileiros não possuem acesso a redes de coleta de esgoto. Isso representa mais de 40% da população. O dado faz parte do Ranking do Saneamento 2026, elaborado pelo Instituto Trata Brasil, divulgado nesta quarta-feira (18). O estudo também analisou e comparou o desempenho dos cem maiores municípios brasileiros e encontrou grandes diferenças entre as regiões do país, além de investimentos muito abaixo do necessário para a universalização dos serviços.
Dengue, malária, hepatite... são doenças relacionadas à água contaminada ou problemas na coleta e tratamento de esgoto. O saneamento básico, como o nome diz, é essencial para garantir condições mínimas de vida. Mas, no Brasil, esse acesso está longe de ser universal.
Em Porto Velho, apenas um em cada três habitantes tem acesso à água tratada. O município é o último no ranking de acesso à água no país. Todos os dez municípios com a pior oferta de água tratada estão nas regiões Norte e Nordeste.
Em relação à coleta de esgoto, aparecem três municípios do Rio de Janeiro entre as cidades com a pior cobertura. Há ainda municípios do Pará, Amapá, Pernambuco e Rondônia.
A desigualdade regional fica evidente quando se observa que os municípios com melhores indicadores conjuntos na oferta de água tratada e coleta de esgoto estão nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Goiás, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul.
O estudo mostra que as melhoras dos indicadores são obtidas com investimentos constantes. Quanto mais recursos são destinados, mais evolui o acesso à água tratada e à de coleta de esgoto, o que se reflete em ganhos de saúde e bem-estar da população.
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