A guerra travada pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irã desde o fim de fevereiro não provoca apenas destruição e perdas humanas. O conflito também tem impacto econômico. Segundo o portal que monitora os gastos da guerra em tempo real, o custo total já passa de US$ 11 bilhões. Com base em estimativas do Pentágono, o conflito pode chegar a US$ 1 bilhão por dia, cerca de US$ 41 milhões por hora, ou mais de US$ 11 mil por segundo.
“Isso é uma loucura. Eu já nem sei mais como fazer para sobreviver. Estamos no país que deveria ser o sonho americano, mas estamos vivendo essa situação. Você vai ao supermercado e com US$ 100 dólares praticamente não compra nada. É muito preocupante”, reclama uma moradora.
Para muitos moradores, o aumento dos custos da energia tem efeito direto sobre o preço de outros produtos.
“Tudo continua subindo. A gasolina ou o petróleo acabam sendo a base para o aumento de praticamente todos os outros produtos”, diz Rafael Hidalgo, morador de Nova York.
Os preços da gasolina continuam em alta nos Estados Unidos. A média nacional está em cerca de US$ 3,56 por galão. Em Nova York, o valor se aproxima de US$ 4 dólares por galão. Já na costa oeste do país, em alguns estados, o preço chega perto de US$ 7 dólares. Nos supermercados, os alimentos também ficaram mais caros. Em alguns casos, dois abacates podem custar cerca de US$ 5 dólares.
“O preço vai depender muito de quanto tempo esse conflito vai durar. Não temos um problema de produção ou de abastecimento de petróleo. O que existe é um problema de transporte, porque o Estreito de Ormuz foi fechado. Por ali passa cerca de 20% da produção mundial de petróleo”, explica o analista econômico Isaac Cohen.
Especialistas dizem que a instabilidade nas rotas de transporte do petróleo pode continuar pressionando os preços enquanto durar o conflito. Sem previsão de término da guerra, muitos americanos demonstram preocupação com os impactos prolongados do conflito na economia e no custo de vida.
*Reportagem da Telesur, Canal Latino-Americano Caribenho
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