O Banco do Brasil lançou uma funcionalidade que permite usar o uso do Pix na Argentina com conversão automática de moeda. A novidade promete facilitar a vida de turistas e também ampliar o comércio entre os dois países.
O Pix, que já é usado diariamente por milhões de brasileiros, agora ultrapassa as fronteiras do país. Clientes de qualquer instituição bancária podem usar a forma de pagamento em lojas físicas da Argentina. Cerca de 6 mil estabelecimentos já disponibilizam o método por lá.
“O intuito aqui foi trazer facilidade para essa viagem desse cliente. Então ele não precisa muitas vezes sair com um valor muito expressivo em papel-moeda. Ele simplesmente tendo o valor em real na sua conta aqui no Brasil, ele vai ter essa facilidade de estar fazendo o pagamento e utilizando o Pix da forma que ele usa aqui no Brasil”, explica Dione Mary Cordioli, gerente executiva de Meios de Pagamento do Banco do Brasil
Atualmente, é possível pagar compras no exterior de diferentes formas: com cartão internacional, que conta com incidência de IOF, taxas de câmbio e conversão da moeda na fatura; com contas globais, como Wise ou Nomad, que também são tributadas e descontam a taxa de conversão; com dinheiro em espécie, com a necessidade de comprar a moeda em instituições financeiras que cobram pela conversão; e agora, na Argentina, os brasileiros também podem optar pelo Pix internacional, com incidência de IOF, taxas de operação e conversão automática da moeda.
A escolha do país vizinho para estrear a nova modalidade não é por acaso. As duas nações mantêm um comércio intenso. Em 2025, o Brasil exportou mais de 17 bilhões de dólares para a Argentina, e só nos primeiros meses do ano passado mais de 150 mil brasileiros visitaram o país. A expectativa do Banco do Brasil é expandir a solução para outros lugares ao redor do mundo.
“Toda a parte de estruturação da solução foi feita de forma que a gente consiga utilizar essa mesma solução em outros mercados. Nesse momento, a gente está pensando em Europa, Ásia e América do Norte. Esses são os principais pontos ou praças que a gente ainda está estudando para avaliar essas questões técnicas de viabilidade e também as questões regulatórias”, detalha Alexandre Winicius da Costa Machado, gerente executivo de Negócios Internacionais do Banco do Brasil.
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