O governo do Rio de Janeiro afastou os três PMs envolvidos na morte da médica Andréa Marins, atingida por tiros durante uma ação policial no último domingo (15), e disse que vai investigar o caso, mas afirmou que não tem as imagens das câmeras corporais porque elas estavam todas descarregadas.
As imagens das câmeras seriam essenciais para esclarecer os fatos. Ajudariam a entender se Andréa foi morta durante perseguição policial ou se os PMs confundiram o carro dela com o de bandidos e atiraram.
O que apareceu até agora são imagens de celular feitas por pessoas que estavam no local. Um dos vídeos, feito de cima, mostra o carro de Andréa parado, com marcas de tiros. Policiais gritam para ela descer, até que um bate no vidro com a arma. A médica já estava morta nesse momento.
Carolina Grillo, pesquisadora da Universidade Federal Fluminense, lembra que desde o início as corporações policiais criaram resistência ao uso das câmeras e que muitas ainda não levam a sério a obrigação.
Segundo a própria PM do Rio, a norma determina que os policiais deveriam ter voltado à unidade de origem para substituir os equipamentos ao perceberem qualquer tipo de falha ou mau funcionamento das câmeras.
Andréa Marins tinha acabado de visitar os pais. Ela tinha 61 anos e quase 30 voltados à área da saúde da mulher. Era cirurgiã oncológica especializada em endometriose. Ela deixa uma filha.
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