As fortes chuvas que têm atingido várias regiões do país reforçam a importância de intensificar o trabalho de prevenção para evitar focos do mosquito da dengue.
Quem já enfrentou os sintomas mais graves da doença sabe que a recuperação pode ser difícil. Agora, pesquisadores investigam o quanto outras doenças podem agravar ainda mais esse processo.
Entender por que os infectados sofrem de maneiras diferentes com a dengue foi o principal objetivo de uma pesquisa que analisou 556 pacientes que desenvolveram a forma grave da doença e precisaram de internação em Belo Horizonte, em Minas Gerais.
O estudo foi realizado em parceria entre a Fundação Oswaldo Cruz e a Universidade Federal de Minas Gerais. O ponto de partida foi o surto histórico de dengue registrado no estado em 2024. Naquele ano, Minas Gerais concentrou cerca de 1,6 milhão de casos da doença, enquanto o restante do país registrou aproximadamente 6,5 milhões de pacientes.
Os dados clínicos e laboratoriais foram coletados entre março e maio de 2024. A análise mostrou que a dengue pode se agravar quando o paciente tem comorbidades como diabetes e hipertensão. Mesmo sem apresentar essas condições, a técnica em logística Márcia Cristina Leite de Castro relatou ter passado por uma experiência bastante difícil durante a doença.
Os cientistas também analisaram a contagem de plaquetas no sangue dos pacientes, um indicador importante para avaliar a gravidade da dengue. Segundo o pesquisador e virologista da Fundação Oswaldo Cruz em Minas Gerais, Pedro Augusto Alves, essa análise ajuda a entender como o vírus afeta diferentes organismos.
O próximo passo dos cientistas será investigar por que a queda de plaquetas ocorre de forma tão desigual entre os pacientes infectados.
Clique aqui para saber como sintonizar a programação da TV Brasil.