Digite sua busca e aperte enter

Compartilhar:

Combate ao feminicídio passa por denúncias dos trabalhadores do SUS

Repórter Brasil

No AR em 05/03/2026 - 19:00

Milhares de mulheres, vítimas de violência, terão acesso a teleatendimento psicológico em todo o país. Essa é uma das medidas anunciadas, nesta quinta-feira (5), pelo Ministério da Saúde, como parte de um pacote para a proteção da mulher, enfrentamento ao feminicídio e cuidado integral da saúde feminina no SUS.

Dentre os anúncios, a proposta do Brasil à Organização Mundial da Saúde de reconhecer o feminicídio na classificação internacional de doenças, como forma de quantificar mundialmente as mulheres mortas por serem mulheres e subsidiar políticas públicas. 

O Ministério da Saúde apresentou dados de que, entre 2011 e 2024 houve 2,1 milhões de notificações no SUS sobre violência contra mulheres, principalmente física e sexual. Outra medida apontada foi o teleatendimento psicológico para vítimas de violência em todos os estados até junho deste ano. Também houve a regulamentação da lei já sancionada para oferecer reconstrução dentária a vítimas de violência, com entrega de kits para confeccionar próteses dentárias e mais de 400 unidades odontológicas móveis para chegar a locais de difícil acesso. 

O ministério anunciou ainda um mutirão da saúde da mulher nos dias 21 e 22 de março, com consultas, exames e cirurgias, acesso a contraceptivos e ampliação da vacinação contra o HPV em 40 mil UBSs. 

O ministro Alexandre Padilha aproveitou o evento para falar da importância das notificações compulsórias feitas pelos profissionais de saúde do SUS. 

“Todo profissional de saúde tem obrigação de, ao desconfiar que uma mulher, que uma criança que está diante do seu serviço de saúde… Qualquer desconfiança em relação a isso, ele faça a notificação, abra, transforme isso em um espaço de acolhimento. Porque a gente sabe que, muitas vezes, as mulheres não vão conseguir denunciar isso em outros lugares. Que essa informação, que essas mulheres repassem naquela relação de confiança ética, que o profissional de saúde possa se utilizar inclusive para medidas punitivas, para ação judicial. E é uma informação que cada profissional de saúde, ao recolher, tem uma importância enorme não só para aquela mulher, pois ele está “metendo a colher”, está criando uma oportunidade que talvez só a saúde possa dar para essa mulher. E essa informação, quando a gente reúne essa informação nacionalmente, a gente consegue propor políticas públicas, ações de intervenção.”
 

Clique aqui para saber como sintonizar a programação da TV Brasil.

Criado em 05/03/2026 - 20:50

Últimas

O que vem por aí