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Conferência do Trabalho acontece em meio a saldo positivo de empregos 

Repórter Brasil

No AR em 03/03/2026 - 19:00

Na noite desta terça-feira (3), o presidente Lula participa da abertura da Segunda Conferência Nacional do Trabalho, em São Paulo. O encontro estabelece diretrizes para a promoção do trabalho decente no Brasil, fortalecendo o diálogo social e a construção coletiva de políticas públicas.

Essa é a etapa nacional. No ano passado, houve as etapas estaduais, as 27 unidades da Federação fizeram propostas, mais de 380 propostas, com participação de quase 3 mil delegados. Esses delegados são divididos entre todos os setores da sociedade: empreendedores, trabalhadores e também o governo, que levam para a Conferência propostas para criar uma política pública.

Dentre os temas está o desafio de incluir produtivamente o trabalhador, empregos decentes, emprego digno e, claro, uma política pública que prepare o Brasil para os desafios do mercado de trabalho, como, por exemplo, o avanço tecnológico, o avanço digital e o desafio geracional, já que o país tem uma população que está envelhecendo.

Além do presidente e ministros, estão presentes representantes da Justiça do Trabalho, sindicais e do empresariado. O evento segue até quinta-feira (5), uma política pública nacional resultará deste encontro. 

Caged de janeiro 

Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego mostram que o país teve saldo de mais de 112 mil novos postos com carteira assinada em janeiro deste ano. No mês foram 2,2 milhões de admissões em todo o país e 2,09 milhões de desligamentos. 

Com relação aos setores da economia, em janeiro, tiveram saldo positivo no balanço de empregos formais: Indústria (+54.991), Construção Civil (+50.545), Serviços (+40.525) e Agropecuária (+23.073). O Comércio (-56.800) apresentou um recuo, comum pós-festas do final do ano.

Dos 27, 18 estados tiveram saldo positivo nos postos de trabalho, com destaque para Santa Catarina (19.000), Mato Grosso (18.731) e Rio Grande do Sul (18.421). Os maiores saldos negativos foram registrados no Acre (-1.291), Alagoas (-2.922) e Rio de Janeiro (-13.009).

No acumulado de 12 meses, o saldo é positivo com a criação de 1,23 milhão de vagas, alta de 2,6% no estoque de empregos formais. Com isso, são 48,6 milhões de pessoas com emprego formal no país.

“Se a gente entrar no momento de adequação dos juros, reduzindo a taxa de juros, eu enxergo que o saldo do ano passado, ele pode se repetir esse ano, até com um viés de crescimento, a depender das circunstâncias de como a economia vai se comportar mês a mês”, afirma o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho. 

Sobre o fim da escala 6x1, o ministro do Trabalho e Emprego afirmou que é plenamente possível uma redução das horas trabalhadas. O governo avalia apresentar ao Congresso um projeto de lei em regime de urgência sobre o tema.

“Se o governo perceber que as coisas não irão caminhar na velocidade desejada, nós podemos encaminhar um projeto de lei com urgência, porque acredito que seria a possibilidade de evoluir. Buscar o entendimento de lideranças que buscam o entendimento com o plenário. É sempre esse o ritual que se tem nas casas, né? É muito trabalho, portanto”, explicou o ministro. 

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Criado em 03/03/2026 - 20:20

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