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Conheça a linha do tempo do programa nuclear iraniano 

Repórter Brasil

No AR em 02/03/2026 - 19:00

A guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã tem como argumento o desenvolvimento do programa nuclear do Irã. Há décadas, Israel acusa o governo iraniano de tentar desenvolver armas atômicas. Até hoje, não houve provas de que este tipo de armamento está, realmente, em produção. Nós preparamos uma linha do tempo com os principais acontecimentos. 

O programa nuclear iraniano foi descoberto em 2002. O país dava os primeiros passos no enriquecimento de urânio em instalações próprias.

2003 – A Agência Internacional de Energia Atômica questionou o governo iraniano sobre o desenvolvimento do programa e pediu a suspensão da pesquisa, já que, até então, o programa era secreto. Além disso, pediu a lista de todo o material já desenvolvido e acesso aos locais de pesquisa.

2006 – Três anos depois, sem resposta satisfatória, a agência submeteu o caso ao Conselho de Segurança da ONU e o Irã comunicou que interromperia as inspeções internacionais, alegando que o programa atômico seria vital para o fornecimento de energia elétrica necessária ao desenvolvimento do país.

2006 – No mesmo ano, surge a proposta de um acordo com a troca de incentivos internacionais para que o programa iraniano fosse interrompido.

2006 – Uma das propostas era que o urânio fosse enviado para enriquecimento fora do país e retornasse para uso na geração de energia. O governo em Teerã negou a oferta e começaram as sanções.

2010 – O Brasil e a Turquia entram nas negociações e criam uma declaração onde a proposta anterior seria aceita e o urânio passaria a ser enriquecido na Turquia.

2011 – Antes da assinatura, o Conselho de Segurança da ONU decidiu impor mais sanções, o que inviabilizou o acordo. O Brasil foi contra as sanções e viu acabar a possibilidade de uma solução negociada.

2015 – Nasce uma nova esperança com o Plano de Ação Conjunto Abrangente. A partir dele, o volume de material atômico enriquecido pelo Irã seria limitado e o estoque mantido seria baixo. A medida foi considerada polêmica por adversários políticos.

2016 – Para acelerar a implementação deste último acordo, o governo Biden retira sanções relativas ao programa nuclear, mas mantém as referentes a violações de direitos humanos e apoio ao terrorismo.

2018 – Já sob o comando de Trump, os Estados Unidos adotam novas sanções, retiram-se dos acordos de negociação e passam ao plano das ameaças.

2019 – Irã passa a descumprir as limitações que já vinha praticando.

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Criado em 02/03/2026 - 20:05

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