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Em São Paulo, edifícios escondem em seus subsolos abrigos antiaéreos

Repórter Brasil

No AR em 09/03/2026 - 19:00

Em São Paulo, edifícios construídos na década de 1940, durante a Segunda Guerra Mundial, ainda hoje escondem em seus subsolos abrigos antiaéreos. Na época, esse tipo de equipamento era usado como diferencial, levado em conta, inclusive, na hora da venda dos imóveis.

Este prédio de seis andares da capital paulista, em estilo Art Déco dos anos 1940, esconde marcas de um período de guerra. O edifício Brigadeiro Galvão, na Barra Funda, guarda no subsolo um bunker, construído para proteger os moradores em caso de ataques militares e bombardeios. A estrutura faz parte de uma série de abrigos antiaéreos erguidos na cidade durante a Segunda Guerra Mundial.

A construção desses abrigos começou em 1942, quando o então o presidente Getúlio Vargas sancionou uma norma de defesa passiva antiaérea. O decreto obrigava prédios com mais de cinco andares a ter um bunker capaz de abrigar os moradores. A medida valeu para todo o país, e cidades como Rio de Janeiro, Santos e Belo Horizonte também tiveram esse tipo de estrutura. Na época, o mercado imobiliário chegou a usar o abrigo antiaéreo como diferencial de venda dos empreendimentos. 

Em São Paulo, são pelo menos 19 prédios com esse tipo de abrigo. A ideia ganhou força na época porque a cidade já tinha vivido situações de bombardeio no passado, e essa memória ajudou a tornar os bunkers uma solução levada a sério.

Com o fim da Segunda Guerra Mundial, os abrigos perderam a função original. Muitos foram adaptados como garagens, depósitos ou áreas técnicas. Entre os que ainda existem na capital, um dos mais preservados é justamente o do edifício Brigadeiro Galvão.

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Criado em 09/03/2026 - 22:00

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