Israel voltou a bombardear Teerã hoje, no décimo oitavo dia dos ataques ao país persa. Segundo o governo israelense, um dos bombardeios teria matado o comandante da segurança do Irã, Ali Larijani. Teerã não confirmou a informação. Após a declaração de Israel, as redes sociais do comandante publicaram a foto de uma carta escrita a mão por Larijani lamentando a morte de soldados iranianos.
Nos Estados Unidos, o chefe do Centro Nacional de Contraterrorismo, Joseph Kent, renunciou ao cargo. Kent é o primeiro integrante do alto escalão do governo norte-americano a sair por causa da guerra contra o Irã.
Em uma carta de renúncia, ele escreveu: “Não posso, em sã consciência, apoiar a guerra em curso no Irã. O Irã não representava nenhuma ameaça iminente à nossa nação, e está claro que iniciamos esta guerra devido à pressão de Israel e de seu poderoso lobby”. E completou: “Como veterano de guerra, não posso apoiar o envio da próxima geração para lutar e morrer em uma guerra que não traz benefício ao povo americano”.
Em resposta, o presidente Donald Trump chamou o ex-funcionário de fraco em segurança e disse que é bom que ele saia, já que não considera que o Irã seja uma ameaça. Em uma entrevista a jornalistas, Trump também voltou a reclamar de países aliados integrantes da Otan — a aliança militar do Ocidente. Ele disse que a recusa dos líderes de participarem de uma operação para desbloquear o Estreito de Ormuz é "muito estúpida". Mais cedo, ele havia dito que os Estados Unidos não precisam da ajuda de ninguém, mas seria bom se os países colaborassem.
O fechamento do Canal de Ormuz, controlado pelo Irã, afetou o comércio mundial de petróleo. Mas na última semana, o Irã afirmou que o estreito não estaria totalmente bloqueado, que apenas navios de aliados dos Estados Unidos e Israel foram proibidos de passar. Segundo a rede britânica BBC, ao menos oito navios não iranianos já teriam passado pelo estreito desde o fechamento, incluindo um petroleiro indiano.
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