O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, se reuniu há pouco com representantes das maiores distribuidoras privadas de combustíveis do país. O objetivo do encontro foi cobrar do setor que as medidas anunciadas pelo governo para conter o preço do diesel sejam efetivamente cumpridas.
A reunião serviu para alinhar as decisões divulgadas mais cedo pelo governo federal com as empresas responsáveis por levar o combustível até os postos, garantindo que os benefícios cheguem aos consumidores. O governo pediu às distribuidoras que qualquer ganho obtido com as novas medidas seja imediatamente repassado ao preço final pago pela população.
A expectativa é que a redução chegue a até R$ 0,64 por litro de diesel nas bombas.
Durante o encontro também foi discutido o reforço na fiscalização do setor. Segundo o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, o monitoramento deverá contar com a atuação dos Procons estaduais e da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis.
A agência passará a ter acesso a dados fiscais da Receita Federal, o que permitirá um acompanhamento mais rigoroso dos preços praticados ao longo da cadeia de distribuição, especialmente nos postos de combustíveis.
De acordo com o governo, a reunião foi considerada positiva e terminou com o compromisso das distribuidoras de colaborar para que as medidas anunciadas realmente resultem em preços mais baixos para os consumidores. Também foi reforçado que aumentos só devem ocorrer quando houver reposição de combustível adquirido a preços mais altos no mercado internacional.
Mais cedo, o governo anunciou o corte de tributos federais sobre o diesel, com a redução a zero das alíquotas de PIS e Cofins, medida que busca evitar que a alta do petróleo no mercado internacional seja repassada imediatamente ao consumidor brasileiro.
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