Encontrar mulheres dirigindo carros de aplicativo ainda é algo incomum no Brasil. Débora Braz teve carreira em grandes empresas, teve negócio próprio, mas sofreu um AVC, ficou desempregada e sem fonte de renda. Há cinco anos, ela decidiu fazer do transporte por aplicativo um ganha-pão. Incentivada pelo irmão, ela começou com um carro alugado até conquistar o próprio veículo. Débora, conhecida como a Braba, enfrentou o medo e foi à luta.
A promessa das plataformas aos motoristas é de flexibilidade e autonomia de trabalho, mas essas prerrogativas chegam muito mais aos homens do que às mulheres. Elas são apenas 11% dos motoristas de transporte por aplicativo. Quando se considera o serviço de entrega por plataformas, a representação delas é ainda menor: mulheres são apenas 6% da categoria.
Passageiras também sentem a falta de mais mulheres no volante por diversos motivos, entre eles a segurança. Não é difícil encontrar relatos de mulheres que tenham passado por assédio durante a viagem pedida por aplicativo.
Como motorista, Débora também se cerca de cuidados para tentar fugir do assédio e da violência urbana.
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