O estado de São Paulo registrou neste fim de semana ao menos três casos de feminicídios. Só ontem (8), Dia Internacional da Mulher, foram dois. Em todos, os assassinos eram companheiros das vítimas.
Os registros de feminicídio bateram recorde no ano passado, chegando a 270 casos, um aumento de quase 7% em relação a 2024. Em todo o Brasil, foram mais de 1,5 mil casos, um aumento de quase 5%.
Diante de uma realidade cada vez pior, uma pesquisa do Instituto Sou da Paz traçou o perfil das vítimas de feminicídio no país.
No sábado (7), Katiana Oliveira, de 40 anos, foi morta a tiros pelo vigilante Eronildo Manuel da Silva. Depois do crime, ele fugiu para a casa da mãe. Ontem à noite, também em Praia Grande, Thaís Rodrigues Rocha de Oliveira foi morta pelo marido, Pedro Ubiratan de Oliveira. O casal tinha três filhos. Na capital, mais uma vítima, cujo nome não foi divulgado; o caso foi registrado em São Mateus, na zona leste.
Um em cada três assassinatos de mulheres tem como local a própria residência da vítima. É isso que mostra um levantamento feito pelo Instituto Sou da Paz a partir de informações do Sistema Único de Saúde. Os dados mostram que o principal instrumento de violência são as armas de fogo, usadas em quase metade dos homicídios de mulheres. Esse tipo de crime, usando armas de fogo, atinge proporcionalmente duas vezes mais as mulheres negras.
Ao todo, foram registrados mais de 3,6 mil homicídios de mulheres em 2024. Neste número estão incluídos não só os feminicídios, mas os assassinatos com outras motivações. Outros números chamam a atenção porque mostram que as mortes violentas de mulheres estão se reduzindo em uma velocidade menor do que os homicídios contra homens. Por isso, o Sou da Paz enfatiza a necessidade de que as mulheres sejam protegidas ao primeiro registro de violência e que sejam tomadas medidas para desarmar os agressores.
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