A Polícia Federal recolheu, nesta terça-feira (17), no Senado, dados relacionados ao caso do Banco Master que estavam em uma sala-cofre da CPMI, a Comissão Parlamentar de Inquérito sobre o INSS. A determinação partiu do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que proibiu a comissão de ter acesso a novos dados da quebra de sigilo do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master
Na decisão, André Mendonça disse que, a partir de agora, ninguém poderá ter acesso ao material e determinou a abertura de um novo inquérito para investigar o vazamento de conversas íntimas entre Vorcaro, e uma ex-namorada, a modelo e influencer Martha Graeff.
Depois de recolhido o material, a PF deve fazer uma nova separação dos dados existentes. O foco é retirar mensagens consideradas privadas do celular de Vorcaro.
O presidente da CPMI, Carlos Viana (Podemos-MG), disse que recebeu com respeito a decisão de Mendonça e voltou a negar qualquer vazamento dos dados.
Emendas parlamentares para igreja
Mais cedo, Carlos Viana havia admitido ter enviado emendas parlamentares no valor total de R$ 3,6 milhões para a Igreja Batista da Lagoinha, de Belo Horizonte. O parlamentar negou, no entanto, ter relação com Fabiano Zettel, casado com Natália Vorcaro, irmã de Daniel Vorcaro.
Empresário e pastor da Igreja da Lagoinha, Zettel está preso por suspeita de integrar o esquema de fraudes financeiras. A instituição religiosa afirma que não possui qualquer vínculo institucional com o banco e chegou a afastar Zettel do cargo na igreja em novembro do ano passado.
Viana também confirmou hoje que deve convidar para depor o atual presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e o ex-presidente da instituição, Roberto Campos Neto. A CPMI do INSS, no entanto, pode ser prorrogada, mas tem a data limite de funcionamento até 28 de março.
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