O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto teve pedido de prisão efetuado nesta terça-feira (17). Ele é suspeito da morte da mulher, a PM Gisele Alves Santana. A morte foi no mês passado. O marido alegou suicídio, mas os laudos mudaram o rumo das investigações.
Esse pedido de prisão preventiva se deu após a polícia concluir a análise de laudos periciais complementares, que foram solicitados para dar sequência a essa investigação que acontece por parte da polícia no 8º Distrito Policial (8º DP), que fica no Belenzinho, Zona Leste da cidade.
Inicialmente, trabalhava-se com a hipótese de suicídio, que é, inclusive, o que a defesa do tenente-coronel Geraldo tem alegado. No entanto, essa hipótese mudou depois que foi revelado que o casal já vivia ali um relacionamento abusivo, e aí, então, passou-se a tratar o caso como morte suspeita.
A partir daí as investigações transcorreram. O advogado da família concedeu uma entrevista coletiva ontem. Ele e a família trabalham, sim, com a hipótese do feminicídio, que é o que agora embasa a investigação policial. Inclusive, o laudo do Instituto Médico Legal (IML), que foi feito após a exumação do corpo da PM, revelou que havia ali marcas, que havia ali indícios de ferimentos na região da face e também na coluna cervical, o que iria contra a hipótese de suicídio.
Lembrando: ela foi encontrada morta na residência em que vivia com o tenente-coronel no último dia 18 de fevereiro com um tiro no rosto.
Caso o pedido de prisão seja realmente consumado pela Justiça, por se tratar de um militar, o tenente-coronel será encaminhado ao presídio militar Romão Gomes, que fica na capital paulista.
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