Programa Especial

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  • O Carnaval toma conta do Programa Especial

    José Luiz Pacheco e Fernanda Honorato vão à Cidade do Samba conhecer integrantes da escola de samba Embaixadores da Alegria, composta por pessoas com e sem deficiência.

    A escola Embaixadores da Alegria desfilando na avenida.
    Para conhecer a proposta da escola de samba Embaixadores da Alegria, Fernanda Honorato conversou com um dos fundadores, Paul Davies, que comenta o perfil dos foliões da escola. "Tem pessoas cadeirantes, sem perna, pessoas cegas, anões, a gente tem todos os tipos de deficiência, intelectual e física (...) Embaixadores da Alegria mostra exatamente essa questão que não deveria haver preconceito. Porque se você vê uma pessoa com algum tipo de deficiência, que desfila com alegria os 650 metros da Sapucaí, é impossível que ninguém não se emocione.”

    Zé Luis Pacheco conversou com uma das passistas mais antigas da escola, Elisabeth Marge, que é cadeirante. “Você vai chegando um pouquinho tímida, não sabe exatamente onde você vai botar a roda, você bota uma roda aqui, uma rodinha ali, mas depois, um pouquinho antes do meio, você já 'solta a franga'”, revela Elisabeth. “Você já não enxerga mais nada, você só enxerga alegria, só escuta o som do tamborim, e você sai mesmo e vai brincando!”

    Para a passista Vivi, “a Embaixadores não é só no Carnaval. Existe a oficina, existe a feijoada, existem outros momentos para reunir a família”, comenta. “Não é só aquele momento do Carnaval e isso faz a diferença, e isso traz a família de fora, o pessoal, os foliões, para se divertir conosco.”

    O carnavalesco Luciano Moreira é o responsável por toda a concepção visual e artística da Embaixadores da Alegria, desde a composição do enredo, e influencia todos os outros segmentos da escola. “Você é corresponsável também pelos outros quesitos, como harmonia, até mesmo bateria”, revela. “Se o carnavalesco cria uma plástica para a bateria que não condiz, que atrapalhe a cadência, ele está prejudicando aquele quesito. Então, ele tem que pensar em todo o processo, não só artístico.”

    Em Pernambuco, nossa equipe conheceu uma Escola de Frevo inclusiva, onde crianças e jovens com algum tipo de deficiência aprendem a dança. “A escola de frevo é uma escola municipal. Ela já existe há 18 anos, e, nesses 18 anos, a gente começou só para escolas públicas, depois a gente sentiu a necessidade de um público em geral”, explica Anna Miranda, diretora da Escola de Frevo. “O frevo tem uma ligação direta com alegria. É uma dança, é uma música e uma dança que é explosiva. A gente trabalha as qualidades físicas do indivíduo com a dança: ritmo, agilidade, flexibilidade, coordenação.”

    Apresentação: Juliana Oliveira
    Direção: Angela Reiniger
    Reportagem: Fernanda Honorato e Zé Luis Pacheco
    Produção: Ricardo Petracca

     

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