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Um olhar sobre o mundo discute a paz nas Coreias

Representantes diplomáticos dos dois países debatem no programa

O cônsul da Coreia do Sul em São Paulo Hak You Kim e o encarregado de negócios da embaixada do Brasil na Coreia do Norte, Cleiton Schenkel, são os convidados do jornalista Moises Rabinovici no Um olhar sobre o Mundo que vai ao ar nesta segunda-feira, dia 14, às 21h45, na TV Brasil.

Ambos conversam com Rabinovici sobre o anunciado encontro entre o presidente norte-americano Donald Trump e o líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, que deve acontecer no dia 12 de junho, em Singapura. A reunião entre os dois pode marcar um momento muito importante para a paz na península coreana e em todo o planeta, depois da crescente tensão criada nos últimos anos, com a intensificação do programa nuclear norte-coreano e as ameaças do regime de Pyongyang de disparar seus mísseis contra os Estados Unidos ou seus aliados.

Os dois convidados falam também sobre a situação de cada um dos dois países e debatem as perspectivas que se abriram para um possível acordo entre as duas nações, criadas em 1948, com a divisão da península coreana, a parte norte controlada pelos soviéticos, enquanto o sul foi ocupado pelos Estados Unidos. As duas Coreias ainda vivem os efeitos dessa separação e os reflexos da guerra entre os dois países entre 1950 e 1953. No conflito, os Estados Unidos apoiaram com tropas a Coreia do Sul e a China se colocou ao lado dos norte-coreanos.

O cônsul e o encarregado de negócios brasileiro relatam a  repercussão na Coreia do Norte e na Coreia do Sul do importante movimento diplomático que aconteceu na zona desmilitarizada entre os dois países no final de abril, quando houve o histórico aperto de mãos entre o presidente sul coreano Moon Jae-in e o líder norte-coreano Kim Jong-un. Foi a primeira reunião entre líderes dos dois países em mais de uma década e inaugurou o processo de reaproximação, logo após as Olimpíadas de Inverno realizadas em Seul.

O contraste atual entre as duas Coreias fica bem evidente na conversa Rabinovici com os dois diplomatas. Enquanto o cônsul da Coreia do Sul relata um ambiente de liberdade e desenvolvimento em seu país, o encarregado de negócios do Brasil na Coreia do Norte disse que naquele país existe um isolamento em relação ao exterior e até mesmo as notícias sobre o encontro de Kim com Moon foram censuradas e liberadas em conta-gotas para os norte-coreanos. Ainda assim, segundo disse o Cleiton Schenkel, que pertence à única família brasileira que vive em Pyongyang, existe um clima de otimismo na capital da Coreia do Norte em relação às possíveis negociações para o estabelecimento de paz entre o norte e o sul.  

O cônsul da Coreia do Sul em São Paulo destacou que o encontro do presidente Trump com Kim será decisivo para o estabelecimento da paz na península coreana. Para ele, a intervenção do presidente norte-americano será tão importante nesse processo de pacificação das duas Coreias que Trump seria merecedor do prêmio Nobel da Paz. 

O encarregado de negócios do Brasil explicou  que na Coreia do Norte, embora existam sérias discordâncias com o governo sul-coreano, não há animosidade em relação ao povo da Coreia do Sul. O grande inimigo, na visão dos norte-coreanos são mesmo os Estados Unidos, lembrados como responsáveis pela destruição do país durante a Guerra da Coreia.

O cônsul da Coreia do Sul disse que, na sua avaliação, a Coreia do Norte está agora voltada para o desenvolvimento econômico e deve seguir o modelo chinês e vietnamita, mantendo-se socialista, mas buscando fazer crescer a economia. Segundo ele, no entanto, isso só será possível se o regime norte-coreano abandonar a busca por armas nucleares.  

Sobre a possibilidade de uma futura reunificação das duas Coreias, Hak You Kim afirmou que esse é um desejo da população dos dois países. Explicou que o povo coreano tem uma história única de cinco mil anos e que a divisão política das duas Coreias tem apenas 70 anos. "Tanto no sul como no norte queremos a reunificação. A paz contribuiria muito para o desenvolvimento econômico de toda a Coreia", explicou. 

Disse acreditar que o líder norte-coreano Kim Jong-un pode desmantelar seu arsenal nuclear caso receba nas próximas negociações garantias da manutenção de seu regime, se obtiver compromisso dos Estados Unidos de não atacar a Coreia do Norte e se o atual armistício que existe entre as duas Coreias for substituído por um tratado de paz.

Serviço:
Um olhar sobre o mundo -  segunda-feira, dia 14, às 21h45, na TV Brasil 

Da Gerência de Comunicação Institucional
Empresa Brasil de Comunicação - EBC
Contato: (21) 2117-6818

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