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Guepardo

A história do mais improvável dos sobreviventes

Extinções

No AR em 29/11/2012 - 00:00

Quarto episódio: guepardoNeste episódio de Extinções, conheça a história de um felino cuja existência é tida como um milagre pelos cientistas: o guepardo.

De uma população de 100 mil no início do século XX, restam pouco mais de 12 mil guepardos para contar a história de sua sobrevivência neste novo milênio. À beira da total extinção, esse felino, sob o ponto de vista cientifico, não deveria mais existir.

Forçado a sobreviver em meio a extensas áreas de plantio e pasto, o guepardo, tal como a onça brasileira, tem o fazendeiro e o caçador como inimigos mortais. Para esse felino, entretanto, a chave de sua extinção não se resume apenas à mão do homem.

Há anos, a comunidade científica vem observando um perigo maior: o empobrecimento da diversidade genética decorrente do alto grau de consanguinidade entre guepardos.

A história genética do guepardo sofre um revés brutal há 10 mil anos quando, no final da última Era do Gelo, no chamado período Pleistoceno, um cataclismo varreu da face da terra grandes mamíferos como o mamute ou o felino dente-de-sabre. O guepardo foi umas das grandes vítimas da devastadora mudança climática, mas sobreviveu. Para perpetuar a espécie, foi obrigado a se reproduzir entre parentes. Devido ao pequeno número de sobreviventes, a diversidade genética foi enfraquecendo a espécie ao longo das novas gerações.

A ciência sempre considerou a consanguinidade entre animais um dos caminhos para a total extinção. Esterilidade, má-formações, doenças raras - como hidrocefalia - são as mazelas que enfrentam todas as espécies forçadas a perpetuar a raça entre parentes.

Mas, para o assombro dos cientistas, o guepardo logrou tirar vantagem de seu enfraquecimento genético desenvolvendo uma habilidade única no reino animal: a altíssima velocidade.

É precisamente nesse ponto que se concentra o grande mistério da sobrevivência do predador e uma das perguntas centrais do documentário. Como o guepardo, sobrevivente de uma história genética que o condena há 10 mil anos, tornou-se o felino mais veloz do planeta, capaz de atingir, em poucos segundos, inacreditáveis 100 km por hora?

Para investigar essa extraordinária história de sobrevivência, o terceiro episódio de Extinções traz os horizontes das savanas do sul da África e das planícies do Irã. Mostra como cientistas do mundo inteiro lutam para vencer a maldição genética de toda uma espécie.

A série, uma coprodução da Grifa e Gullane (Brasil), Frederic Lepage Concepts (França), Oak 3 Films (Cingapura) e Greenspace (Canadá), alcançou a maior audiência (quantitativa e qualitativa) da TV Francesa em 2010 e já foi exibida em mais de 50 países. Luana Piovani divide a narração dos seis episódios da versão brasileira com o ator Eduardo Moscovis.

Ao todo, são seis documentários sobre a vida de seis grandes animais que enfrentam seu pior inimigo: a extinção. Com imagens registradas em 17 países, a série retrata o drama de cada espécie diante da ameaça de destruição do seu ecossistema pelas mãos dos homens. O público acompanha cenas exclusivas e comoventes da luta pela sobrevivência do tigre, guepardo, orangotango, elefante asiático, urso polar e da onça pintada.




Narração: Luana Piovani e Eduardo Moscovis
Direção: Mauricio Dias
Coprodução: Grifa e Gullane
Parceiros: TV Brasil e Tetra Pak

Criado em 09/11/2012 - 12:04 e atualizado em 21/11/2012 - 19:04

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