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A mídia como personagem

Jornalistas discutem a desmistificação da imagem do profissional de

Observatório da Imprensa

No AR em 18/07/2012 - 01:00

Pauta

Editorial

Dos Telespectadores

Assista na Íntegra

 

Pauta:

A profissão de jornalista sempre foi alvo da produção de ficção. Os profissionais, na maioria das vezes, eram retratados como defensores da sociedade. Alguns clássicos do cinema mundial mostraram a importância do trabalho desses profissionais.

Mas, de tempos para cá, a ficção descobriu um outro lado do jornalismo, uma face menos atraente da profissão. É o caso, por exemplo, do livro Os Imperfeccionistas, de Tom Rachman, ou da série americana de TV The Newsroom, que mostram o dia a dia de uma redação e de seus profissionais.

Esta desmistificação da imagem do jornalista é o tema do próximo Observatório da Imprensa que recebe no estúdio os jornalistas Ana Maria Machado (escritora); Rodrigo Fonseca (O Globo); e Cristina Padiglione (O Estado de S. Paulo).

O programa ainda ouviu a opinião dos jornalistas Joaquim Ferreira dos Santos e Carlos Eduardo Lins da Silva.

 

Editorial:

Bem-vindos ao Observatório da Imprensa.

Tudo começou com Honoré de Balzac: ele é o pai do moderno romance mas é também pai - ou padrasto - da crítica da imprensa pela via da ficção. A trilogia "Ilusões Perdidas" começou a ser publicada em 1836, poucas décadas depois da criação da própria palavra "jornalismo" e do espetacular salto da imprensa francesa em termos de audiência e poder.

Nem os jornais nem jornalistas preocuparam-se em revidar as críticas de Balzac. Principalmente porque Balzac, como muitos romancistas contemporâneos, utilizou intensamente a imprensa diária para veicular os seus folhetins antes de serem impressos em formato livro.

O teatro foi outra arte que satirizou o jornalismo, mas a campeã em matéria de utilização da imprensa e da mídia como assunto foi a sétima arte, o cinema. Na telona dos cinemas ou na telinha da tv, ao longo de quase 120 anos, a imprensa tem sido intensamente focalizada, ora para ser denunciada ou glorificada.

Protagonista da sociedade contemporânea, a mídia informativa tem aversão aos holofotes. Utiliza-os profusamente em todas as esferas e oportunidades mas poupa-se e não é por modéstia: não gosta de expor as suas mazelas, prefere discuti-las em ambientes fechados, temerosa dos efeitos sobre a sua credibilidade.

Esta "discrição" não tem evitado que a imprensa esteja cada vez mais exposta e visível. Livros como "Os Imperfeccionistas", "Exclusiva" e a trilogia "Millenium" seguem a trilha iniciada por Balzac há 176 anos. E um novo seriado americano, "Newsroom", apesar de estar apenas no quarto episódio e em pleno verão promete trazer para o grande público algo mais contundente do que a coluna de um ombdusman.

 

Dos Telespectadores:

E-mails:

Gabriela, Campinas / SP – Jornalista
Olá, gostaria de levantar um ponto para discussão: jornalistas são constantemente retratados na ficção, porém no cotidiano dos veículos parece que não existimos. Claro, temos exceções, mas na minha opinião, parece que a nossa "isenção de autorretrato" nos impede de nos mobilizar: jornalista não faz greve, jornalista não discute o mercado de trabalho para jornalistas. As únicas manifestações que vi recentemente de jornalistas retratando jornalistas, trata a profissão com humor. O que acham dessa falta de retratação dos jornalistas por jornalistas?

Diego Messias, São Carlos / SP
O Jornalismo (uma parte dele) acabou se banalizando em busca de mais audiência televisiva.

Telefonemas:

Robson Vasconcelos de Oliveira, Colatina / ES
Qual o futuro dos rostinhos bonitos das âncoras dos telejornais?

João Paulo, São Paulo
Gostaria de saber qual é o melhor filme sobre jornalismo na opinião dos participantes.

Ubirajara Cunha, Pelotas / RS
Como os convidados veem o pré-julgamento da imprensa em alguns casos jurídicos, como a polêmica de Isabela Nardoni?

James Brito, Teresina / PI
O que é preciso para ser um jornalista que passe a informação de forma precisa e confiável, sem se deixar envolver pelo mercado ou pelo glamour da profissão?

Alexandre Costa da Fonseca, Gravataí / RS
Por que a Imprensa de ontem é diferente da Imprensa de hoje?

Marcelo Leite, Petrópolis / RJ
De onde vem, como está e para onde vai o jornalismo?

 

Assista na Íntegra:




Apresentação: Alberto Dines

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Criado em 12/07/2012 - 16:10 e atualizado em 16/09/2013 - 12:42

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