Entre as várias medidas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o anúncio de interromper o financiamento de programas de combate ao HIV em países de baixa e média renda. A Organização Mundial de Saúde (OMS) manifestou preocupação diante dessa decisão.
O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom, avaliou a medida na sua rede social. Ele disse que esses programas proporcionam acesso a tratamentos que salvam a vida de 30 milhões de pessoas em todo o mundo.
A suspensão, segundo ele, pode colocar as pessoas que vivem com HIV num risco aumentado imediato de doença e morte e, ainda, minar os esforços para prevenir a transmissão nos países. O diretor ainda apelou ao governo dos Estados Unidos para que permita isenções adicionais para garantir a prestação de tratamentos e de cuidados.
A medida de Trump afeta diretamente iniciativas como o Plano de Emergência para o Alívio da Aids (PEPFAR) e põe em risco a vida de pessoas ao redor do mundo que dependem desses programas para acesso a terapias antirretrovirais. Com o congelamento do financiamento, Trump determinou que países onde o PEPFAR está presente deixem de distribuir medicamentos contra o HIV adquiridos com a ajuda dos Estados Unidos mesmo que já estejam estocados em clínicas locais.
A medida já resultou no fechamento de clínicas e na suspensão de atendimentos em vários países africanos. O sanitarista Gonzalo Vecina Neto avaliou os riscos para o programa. Confira.
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