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Padre Júlio vê preconceito em proposta de mudar centro da Mooca 

Repórter Brasil Tarde

No AR em 30/05/2025 - 12:45

A prefeitura criou um grupo de trabalho para tratar da transferência de um centro de atendimentos e serviços à população em situação de rua que fica na Mooca, zona leste da cidade. A intenção é criticada pela Pastoral do Povo da Rua, que também atua na região.

Voluntários da Paróquia São Miguel Arcanjo, na Zona Leste de São Paulo, distribuíram, na manhã desta sexta-feira (30), café da manhã gratuito para pessoas em situação de rua e em vulnerabilidade. A ação acontece há cerca de 40 anos no local, por iniciativa do padre Júlio Lancellotti, da Pastoral do Povo da Rua. Cerca de 300 pessoas são atendidas diariamente.

“Hoje tinha pão, manteiga, também água — porque tá frio, mas é preciso ter hidratação — e também um suco, para que eles tomem uma bebida quente. E hoje nós entregamos essa touca também. E vamos vendo quem está sem nenhum agasalho, para também oferecer agasalho”, explicou o padre.

O padre e pessoas em situação de rua fizeram uma ação de urbanização na praça ao lado de um dos centros de acolhida que a prefeitura estuda transferir de local. Um grupo de trabalho foi criado pela Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social para analisar alternativas para a mudança dos equipamentos de acolhimento no distrito da Mooca.

Para o padre Júlio Lancellotti, a medida representa preconceito contra a população mais vulnerável da cidade. “A cidade é para todos. Nós vivemos numa democracia. E numa democracia constitucional, o artigo quinto diz que todos são iguais perante a lei”, afirmou.

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Criado em 30/05/2025 - 15:55

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