Um feito histórico: a República Democrática do Congo e Ruanda assinaram um acordo de paz para encerrar um conflito no leste do Congo que se arrasta há 30 anos e produziu mais de sete milhões de refugiados. O acordo, mediado pelos Estados Unidos e pelo Catar, previu o respeito à soberania territorial, o fim das hostilidades e o desarmamento de milícias.
Também ficou estabelecido que tropas ruandesas devem ser retiradas do território congolês em um prazo de até três meses. Em troca, a Casa Branca espera abrir o acesso de empresas americanas a terras raras na região e impulsionar negócios bilionários. Diante disso, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, alertou que vai impor penalidades muito severas, financeiras e de outra natureza caso haja violação dos termos.
A República Democrática do Congo tem enormes reservas de minerais, que incluem lítio e cobalto, vitais na fabricação de carros elétricos e outras tecnologias avançadas. A trégua veio após o M23, milícia rebelde tutsi ligada a Ruanda, avançar sobre o leste da República Democrática do Congo neste ano e se apossar de duas das maiores cidades da região e de áreas lucrativas de mineração.
Especialistas da ONU acusam Ruanda de usar o M23 para extrair e exportar minerais, algo que o país nega. O M23 é um entre os mais de 100 grupos armados que estimam-se atuar no leste da República Democrática do Congo. Membros da milícia já indicaram que não estarão sujeitos ao acordo de paz. A crise humanitária no país já foi descrita pelas Nações Unidas como uma das mais prolongadas, complexas e graves do planeta.
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