A Justiça condenou o ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal, Silvinei Vasques, a pagar uma multa equivalente a mais de R$ 500 mil por uso político da instituição durante as eleições presidenciais de 2022. Além da multa, Silvinei Vasques está proibido de firmar qualquer contrato com o poder público ou de receber benefícios fiscais, direta ou indiretamente, pelo prazo de quatro anos.
O ex-diretor da PRF é acusado de usar, em 2022, a estrutura, símbolos e visibilidade da Polícia Rodoviária Federal para promover a candidatura à reeleição de Jair Bolsonaro em entrevistas, redes sociais e eventos. As condutas, praticadas no exercício da função pública, foram caracterizadas como improbidade administrativa.
Silvinei Vasques foi preso preventivamente em 2023, suspeito de ter dado ordens ilegais aos policiais da PRF para dificultar o trânsito de eleitores do então candidato Lula, no segundo turno das eleições de 2022. Depois, ele foi acusado de interferir nas investigações do caso. Já, em agosto do ano passado, o ministro do STF, Alexandre de Moraes, mandou soltar Silvinei Vasques, alegando avanço nas investigações, mas determinou medidas cautelares, como uso de tornozeleira eletrônica e obrigação de se apresentar à Justiça periodicamente.
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