Relatório do Ministério do Trabalho e Emprego apontou que a fadiga dos pilotos pode ter contribuído para a queda do avião da Voepass, em agosto do ano passado. As escalas não tinham tempo suficiente de descanso para a tripulação, o que pode ter levado a erros humanos por cansaço. O acidente aéreo matou 58 passageiros e 4 tripulantes.
A auditoria do MPT concluiu ainda que a empresa não realizava controle efetivo da jornada de trabalho dos funcionários, descumpria o tempo de descanso estabelecido na Lei dos Aeronautas e violava as cláusulas da convenção coletiva de trabalho voltadas à prevenção da fadiga.
A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) cassou a certificação de operação da empresa em junho deste ano. As operações aéreas da Voepass já estavam suspensas desde março. Em abril, a empresa entrou com pedido de recuperação judicial.
A Voepass foi procurada, mas não respondeu à reportagem.
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