Maria Clara Salvador, de 24 anos, e Gaio Jorge de Paiva, de 26, são duas das lideranças jovens do Rio de Janeiro que estarão presentes na Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas, a COP30, em Belém, daqui a menos de três semanas.
A partir de experiências vividas no dia a dia, Maria Clara e Gaio Jorge vão se posicionar sobre justiça climática.
“Eu sou de Queimados, na Baixada Fluminense do Rio de Janeiro, e as injustiças climáticas, a crise climática, bate pra mim não como uma teoria, um objeto de estudo, um conceito. Ela bate, diretamente, quando eu vejo meu território encher e alagar nas enchentes, nas ilhas de calor. Bate e entra nesse lugar de primeira: quando a gente sente na pele”, afirma Maria Clara.
Gaio diz que o despertar para essa questão é muito parecido com o da Maria.
“Eu venho de um lugar, na ponta da zona norte do Rio de Janeiro. Eu nasci na Favela do Muquiço, com cultura e arte, mas sempre com uma dificuldade crônica com enfrentamento às enchentes. Eu comecei a me questionar porque historicamente isso é colocado distante da gente, quando, na verdade, é muito próximo. Eu cresci estudando que mudança climática é o derretimento das calotas polares. Mas a gente não vê as calotas polares derretendo no nosso dia a dia. Isso afasta a gente. É importante, mas estamos perdendo a nossa vida aqui”, analisa Gaio.
Os dois são os entrevistados do Repórter Brasil Tarde desta sexta (17).
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