Os jovens estão cada vez mais conscientes e engajados no combate à crise climática no Brasil. De olho na Conferência do Clima na Amazônia, a juventude está mobilizada para cobrar ações e soluções para o futuro.
Ondas de calor, enchentes devastadoras e secas severas - eventos que se intensificam a cada fração de grau a mais na temperatura do planeta. Quem pode sofrer os maiores impactos da mudança do clima é também quem pode mudar esse cenário.
"Estamos sofrendo o impacto de decisões que não fomos nós que tomamos, mas também estamos nos capacitando para estar inseridos dentro dos debates cada vez mais cedo. Eu tenho 26 anos e já estou inserida num espaço de influência, de colaboração. Muitas outras pessoas jovens estão protegendo seus territórios, inclusive sendo violentadas por estarem protegendo. Então, não é como se agora nós vamos começar a proteger. Não é isso. Nós já estamos protegendo e nós já estamos inseridos nos espaços de decisão. Onde mais nós queremos estar? Nós queremos estar também na construção e compartilhamento da solução", afirma a jovem campeã do clima da COP30, Marcele Oliveira.
O IBGE contabilizou 48,5 milhões de jovens em 2024. Isso equivale a 25% da população brasileira. E eles não estão parados quando o assunto são as mudanças climáticas, meninas e meninos jovens adultos protagonizam estudos, fazem ciência e se mobilizam para influenciar o processo de decisão em prol do futuro do planeta Terra e da existência da humanidade.
Nas organizações não-governamentais, as ações também mostram engajamento a partir de lideranças jovens. No laboratório da cidade, em Belém, a compreensão é de que o clima vai muito além de dados sobre padrões meteorológicos.
"É uma questão social, é uma questão cultural, é uma questão política. A partir do momento que ela coloca em risco também a memória daquela região, que coloca em risco a vida das pessoas, mas como elas se relacionam com a cidade também, isso é muito importante", disse a coordenadora do Laboratório da da Cidade de Belém (PA), Anna Mathias.
O recado é claro para eles, a história e o futuro são traçados com atitude. E para isso, não há ponto de não retorno a COP30: "Ela vai ser um marco para minha geração e também para as futuras. Ela vai ser contada nos livros de história e é por isso que ela precisa ser defendida. Independente de se vai avançar ou não na negociação, porque a história não se faz só com assinatura no papel, ela também se faz com mobilização. Em mobilização a gente manda muito bem", conclui Marcele Oliveira.
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