O setor audiovisual brasileiro gerou cerca de R$ 70 bilhões para o PIB do país no ano passado. Foram 120 mil empregos diretos, quase 60% a mais que a indústria automotiva. A produção audiovisual ganha importância no momento em que o Congresso discute a regulamentação das plataformas de streaming.
Muita técnica e habilidade para a pós-produção de um trabalho. Montagem, edição, tratamento de áudio, correção de cor e inclusão de efeitos visuais. É aqui que o material bruto ganha ritmo, tom e qualidade.
Nesta produtora, na zona sul de São Paulo, são produzidas séries, filmes e documentários. Atualmente, são 70 funcionários diretos, mas, a cada trabalho, são gerados mais de mil empregos.
“Você lida com transportes, alimentação, hospedagem e toda uma despesa em volta do projeto em que você está. Isso acaba gerando, indiretamente, oportunidades e empregos consequentes daquele projeto específico”, explica João Daniel Tikhomiroff, cineasta e diretor-executivo da produtora.
Não é à toa que o setor audiovisual é destaque na geração de empregos. “A cada R$ 1 investido na produção brasileira, a produção devolve até R$ 7 para o país. São obras que podem ser exportadas e exibidas em outros países, não só para divulgar a nossa cultura, como bem fizeram os sul-coreanos, mas também para trazer divisas para o país”, destaca Tikhomiroff.
Para a Associação Brasileira de Autores Roteiristas, porém, os trabalhadores ainda sofrem com a concentração do setor, a precarização e a insegurança. Trabalhadores do setor também são críticos da lei do streaming, aprovada pela Câmara dos Deputados e que agora tramita no Senado. No mês passado, profissionais do audiovisual fizeram protestos contra o texto. A principal alegação é de que a proposta favorece as plataformas em detrimento das produções independentes.
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