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Países com poder de veto discordam da proposta de abrir Ormuz à força

Repórter Brasil Tarde

No AR em 03/04/2026 - 12:45

Diplomatas afirmaram que o Bahrein, que atualmente preside o Conselho de Segurança, finalizou um projeto de resolução que autorizaria todos os meios defensivos necessários para proteger a navegação comercial. O texto prevê a aplicação das medidas por, pelo menos, seis meses. A proposta, no entanto, enfrenta forte resistência. 

A China, que tem poder de veto no Conselho, já afirmou que a aprovação da resolução proposta pelo Bahrein legitimaria o uso ilegal e indiscriminado da força e levaria a uma escalada com graves consequências. 

O presidente da França, Emmanuel Macron, também criticou a ideia de reabrir o estreito pela força, classificando a proposta como irrealista. Para ser aprovada, uma resolução do Conselho de Segurança da ONU precisa de, ao menos, 9 votos favoráveis e não pode sofrer veto de nenhum dos cinco membros permanentes: Estados Unidos, Reino Unido, França, Rússia e China.

A Liga dos Estados Árabes, composta por 22 membros, afirmou que apoia os esforços do Bahrein para chegar a uma resolução. 
Na quinta-feira (2), o Reino Unido sediou uma reunião com mais de 40 países sobre os esforços para reabrir e garantir a passagem segura pela via marítima e também expressou apoio à iniciativa do Bahrein de buscar uma solução para a questão. 

O Irã, por sua vez, indicou que pretende manter a supervisão do tráfego no Estreito de Ormuz, mesmo após o fim da guerra. 

Na quarta-feira, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prometeu continuar os ataques, mas não apresentou um plano claro para reabrir o estreito. Pelo contrário, em discurso na Casa Branca, sugeriu que os países prejudicados pelo fechamento do Estreito de

Ormuz comprassem petróleo dos Estados Unidos. O bloqueio da via — por onde passa cerca de 20% do petróleo e gás do mundo — já provocou impactos significativos na economia global, elevando custos de transporte e energia.

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Criado em 03/04/2026 - 15:25

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