Antes de viajar para participar do Fórum Econômico Mundial, Donald Trump fez um balanço do primeiro ano do segundo mandato. O presidente dos Estados Unidos enalteceu a política tarifária do país e voltou a ameaçar a Groenlândia.
No início do discurso, Trump distribuiu um documento, chamado por ele de “livro de realizações”, com centenas de páginas do que chamou de conquistas dos 365 dias de seu governo. Em seguida, apresentou fotos de supostos criminosos presos em Minnesota, palco de protestos desde a morte de Renee Nicole Good por um agente de imigração no início do mês.
Trump defendeu os agentes, classificados por ele como patriotas, e acusou a população de Minnesota de proteger criminosos. Sem citar o nome de Renee, disse que se sentia péssimo pela “mulher baleada”, mas que “conseguia entender os dois lados”. Segundo ele, dez mil criminosos foram presos no estado.
Trump também voltou a atacar imigrantes somalis, um de seus alvos recorrentes, afirmando que a Somália “nem pode ser considerada um país” e associando a comunidade do estado a crimes financeiros e violentos.
Ao falar sobre a economia, alvo de crítica de parte do eleitorado, afirmou ter reduzido o déficit orçamentário federal em 27% e atribuiu o aumento da taxa de desemprego às demissões em massa de servidores públicos, afirmando, sem apresentar provas, que todos os trabalhadores dispensados estão conseguindo empregos melhores e com salários muito mais altos.
Ao falar sobre a política externa, afirmou que a Venezuela, alvo de um ataque americano no início do mês, está funcionando muito bem sob o novo governo. Ele elogiou a líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, por tê-lo presenteado com a medalha do Prêmio Nobel da Paz. Trump também comentou sobre o Conselho da Paz para Gaza e criticou a ONU por, segundo ele, não o ajudar a por fim a nenhuma das oito guerras que ele afirma, sem provas, ter encerrado no mundo.
O líder americano confirmou ainda ter convidado o presidente Lula para integrar o Conselho de Paz e, ao ser questionado sobre o papel esperado do brasileiro, respondeu: “um grande papel. Eu gosto dele”. O presidente Lula ainda não respondeu se vai aceitar o convite.
Em meio à crise com aliados europeus, apontou que fez mais pela Otan do que qualquer outra pessoa, citando os investimentos dos Estados Unidos na aliança militar. E, questionado por um repórter sobre até onde iria para assumir o controle da Groenlândia, respondeu: vocês vão descobrir.
*Restrição de uso: Este conteúdo apresenta imagens de terceiros, impedindo sua publicação ou exibição em outras plataformas digitais ou canais de televisão que não sejam de propriedade da TV Brasil.
Clique aqui para saber como sintonizar a programação da TV Brasil.