Países da União Europeia aprovaram nesta sexta-feira (9/1) o acordo de livre comércio com o bloco sul-americano Mercosul, após mais de 25 anos de negociação. O tratado pode criar a maior área de livre comércio do mundo. Para o Brasil, maior economia do Mercosul, o acordo amplia o acesso a um mercado de cerca de 450 milhões de consumidores. De acordo com a agência Reuters, ao menos 15 países votaram a favor da assinatura, conforme o exigido. A França manteve sua posição e votou contra. Os representantes dos 27 Estados-membros da União Europeia indicaram as posições de seus governos.
Agora, os países têm até o fim da tarde de hoje, no horário de Bruxelas, para confirmar os votos por escrito. Isso abrirá caminho para que a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, assine o acordo com os parceiros do Mercosul – Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai – possivelmente já na próxima semana. O Parlamento Europeu também precisará aprovar o pacto para que ele entre em vigor. O acordo de livre comércio é o maior da União Europeia em termos de redução tarifária e vai eliminar quatro bilhões de euros, ou 25 bilhões de reais, em tarifas sobre suas exportações.
A Comissão Europeia argumenta que o tratado é parte vital do esforço do bloco para abrir novos mercados, compensar perdas comerciais decorrentes das tarifas americanas e reduzir a dependência da China, garantindo acesso a minerais críticos. Liderados pela França, maior produtor agrícola da União Europeia, os opositores afirmam que o acordo aumentará as importações de produtos alimentícios baratos, prejudicando agricultores nacionais, que realizaram protestos com bloqueios de rodovias na França e na Bélgica.
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