Após uma reunião que durou cerca de 16 horas, a CPMI do INSS encerrou seus trabalhos sem aprovar um relatório final. O parecer de quatro mil páginas, apresentado pelo relator, o deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), foi rejeitado. A base governista apresentou um documento alternativo, mas o presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), se recusou a colocá-lo em votação. Os dois relatórios serão encaminhados para análise das autoridades competentes.
O presidente da CPMI informou que vai encaminhar cópias do parecer do relator ao Ministério Público Federal e ao Supremo Tribunal Federal (STF). Já o relatório alternativo da base do governo será enviado à Polícia Federal, segundo o deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS). Os documentos devem auxiliar no andamento das investigações nesses órgãos.
A CPMI do INSS foi instalada em agosto do ano passado. Nesse período, aprovou a quebra de mais de mil sigilos e colheu pelo menos 36 depoimentos. O parecer de Alfredo Gaspar recomenda a criação de leis para evitar práticas abusivas contra aposentados e pensionistas e pede o indiciamento de 216 pessoas supostamente envolvidas em fraudes em descontos associativos e empréstimos consignados.
O relatório foi rejeitado por 19 votos a 12, após parlamentares da base do governo apontarem omissões e inconsistências. Já o relatório alternativo não foi votado e pede o indiciamento de 130 pessoas, além de atribuir responsabilidade ao ex-presidente Jair Bolsonaro pelas fraudes, com uso de recursos desviados para financiamento de campanhas políticas.
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