Associações de defesa da liberdade de imprensa criticaram a operação da Polícia Federal de busca e apreensão contra o blogueiro maranhense Luis Pablo, acusado de perseguição ao ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF). A operação foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes.
Em nota, a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão, a Associação Nacional de Editores de Revistas e a Associação Nacional de Jornais afirmaram que “a apreensão de equipamentos de trabalho jornalístico pode afetar o sigilo da fonte, garantia constitucional prevista no artigo 5º da Constituição Federal e no artigo 220, além de ameaçar o exercício da profissão”. Segundo as entidades, qualquer medida que viole essa garantia deve ser entendida como um ataque ao livre exercício do jornalismo.
De acordo com a investigação, o blogueiro teria monitorado os deslocamentos do carro oficial utilizado por Dino e seus familiares no Maranhão para publicar reportagens sobre o suposto uso irregular do veículo, que pertence ao Tribunal de Justiça e foi cedido à equipe de segurança do ministro.
O STF informou que conta com a colaboração dos tribunais de justiça para a utilização de veículos e que a medida está amparada em regras do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
Em nota, a defesa do blogueiro reafirmou o compromisso com o exercício responsável do jornalismo, com a apuração de fatos de interesse público e com o respeito aos princípios constitucionais.
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