No Piauí, as quebradeiras de coco babaçu foram beneficiadas em uma ação inédita da Universidade Federal do estado. Foi criado um processo seletivo específico e diferenciado para quebradeiras, além de povos indígenas e quilombolas. O novo processo seletivo específico e diferenciado para povos originários e comunidades tradicionais foi aprovado no Conselho Universitário da Universidade Federal do Piauí (UFPI).
“Dá oportunidade para que eles possam cursar, né, vários cursos aqui dentro da instituição e isso, sem dúvida nenhuma, vai aumentar o número de pessoas desses três povos — no caso indígenas, quilombolas e quebradeiras de coco babaçu — dentro da nossa instituição”, destaca Fábio Passos, coordenador do Coideia/UFPI.
De acordo com a Funai, das 106 universidades públicas brasileiras, apenas 53 (23 federais e 30 estaduais) disponibilizam vagas específicas para estudantes indígenas. Enquanto dados da Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas apontam que apenas 20% das universidades públicas brasileiras utilizam esse tipo de cota para esse público em específico.
Já no caso da criação de vagas para ingresso de quebradeiras de coco babaçu no ensino superior, o vestibular da Universidade Federal do Piauí será o primeiro no país com vagas específicas para esse segmento da população. Uma política que, além da valorização cultural, promoverá igualdade.
Para quem faz parte e representa esse público, a iniciativa, com oportunidades acadêmicas e profissionais, ajudará a combater desigualdades históricas. A previsão é que o vestibular seja realizado a partir do próximo semestre.
"É uma resolução da Universidade Federal do Piauí, não de um campus específico, mas de toda a universidade, para que nós possamos exatamente contemplar essas pessoas”, afirma o coordenador.
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