A gente passa o tempo todo ouvindo e vendo pesquisas dizendo que o atual sistema produtivo nos leva para a destruição do planeta. Mas então por que a gente não muda esse sistema? Tecnologia existe, só que envolve um grande custo que muitos não estão dispostos a pagar. Aí entra a discussão sobre financiamento climático. Quem paga a conta?
A especialista em políticas ambientais Marta Salomon começa: nessa discussão, o custo da inação pode ser alto. Os impactos das mudanças climáticas podem custar muito mais caro que o financiamento da mudança.
Não é por acaso que os países ricos devem arcar com a conta. Eles se desenvolveram em grande parte devido à exploração e ao uso intensivo de combustíveis fósseis, liderando as emissões de carbono desde a Revolução Industrial. Mas o que estão dispostos a desembolsar é insuficiente para enfrentar minimamente os impactos das mudanças do clima.
O desafio agora está nas mãos do Brasil. De olho na COP30, Belém se prepara para receber líderes que vão definir quanto dinheiro será mobilizado, quem paga a conta e quem terá acesso aos recursos.
E o debate vai além de cifras: envolve soberania, justiça climática e desenvolvimento econômico. Para o Brasil, é também oportunidade de integrar o clima a problemas históricos.
Clique aqui para saber como sintonizar a programação da TV Brasil.