No Tocantins, um trabalho que envolve pesquisadores e comunidades ribeirinhas vem garantindo a sobrevivência de milhares de tartarugas da Amazônia. A Unitins TV, emissora da Rede Nacional de Comunicação Pública, acompanhou de perto as ações do programa Quelônios da Amazônia, do Ibama, uma das principais frentes de proteção da espécie no país.
Entre o Tocantins e o Pará fica uma das principais frentes de proteção da tartaruga da Amazônia. O maior quelônio de água doce da América Latina pode atingir um metro de comprimento e pesar até 80 kg. Mas, mesmo com esse porte, a espécie continua ameaçada. A caça ilegal, a pesca predatória e a perda de habitat reduzem drasticamente a sobrevivência dos filhotes.
A tartaruga da Amazônia é fundamental para o equilíbrio ambiental. Ajuda na ciclagem de nutrientes, dispersa sementes e mantém a cadeia alimentar. Para muitas comunidades tradicionais ainda é fonte de alimento e usada em práticas medicinais e estéticas.
Na área onde está sendo desenvolvido o programa Quelônios da Amazônia, o trabalho é intenso. Durante seis meses do ano, equipes do Ibama, voluntários e moradores ribeirinhos montam acampamento para monitorar os ninhos, proteger os ovos e garantir que os filhotes cheguem com segurança ao Rio Araguaia. O esforço é fundamental para manter viva a espécie e recuperar os estoques naturais. As ações envolvem o acompanhamento de todo o ciclo reprodutivo, da marcação dos ninhos e coleta dos ovos até a soltura dos filhotes nos rios da região.
E os resultados são evidentes. Graças à atuação contínua do Ibama, cerca de 90 mil filhotes são salvos por ano em toda a Amazônia Legal. Só no Tocantins, mais de 30 mil tartaruguinhas retornaram às águas nos últimos três anos, prontas para enfrentar novos desafios.
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