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Comprar passagem antecipada pode reduzir impacto dos aumentos

Repórter Brasil

No AR em 04/04/2026 - 19:00

O conflito no Oriente Médio mexeu com uma peça chave por aqui: o preço do combustível, que agora representa 45% dos custos operacionais das companhias aéreas. O temor de que o valor das passagens decole chegou a quem viaja.

“Já aumentaram. Nas minhas pesquisas últimas, elas tiveram um aumento de preço de mais ou menos 50%”, conta o advogado Francisco Marinho. 

Para tentar segurar o impacto imediato, a Petrobras ofereceu um parcelamento do reajuste para as distribuidoras, cobrando apenas 18% agora em abril e adiando o complemento dos 55% para iniciar em julho. Em nota, a Associação Brasileira das Empresas Aéreas disse que aguarda o detalhamento da medida e que todos os esforços nesse sentido precisam ter efeito imediato para garantir a estabilidade de custos do setor.

O cenário de incerteza é explicado pela logística global. Com o conflito, o Estreito de Ormuz, uma rota estratégica por onde passa 20% da produção mundial de petróleo, foi bloqueado, o que reduz a oferta do produto e isso chega ao consumidor final.

“Se nós temos um desabastecimento, o preço da passagem aérea sem dúvida nenhuma vai subir. Um outro motivo básico, para de uma forma resumida, é: se nós temos um preço mais elevado e um conflito no Oriente Médio, é muito provável que as companhias aéreas elas passem a reprogramar as rotas de voo. Nós temos também a possibilidade, já vimos nos últimos dias, uma redução na quantidade de voos e aí é aquela velha lei, né, a máxima de oferta e demanda que impacta diretamente os preços, a inflação”, explica o planejador financeiro Diego Endrigo. 

Para quem já tem uma viagem decidida e que cabe no orçamento atual, a recomendação é não esperar. A antecipação pode ser a melhor aliada para garantir o preço antes de novos reajustes.

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Criado em 04/04/2026 - 20:05

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