Depois da confirmação de que 2023 e 2024 foram os anos mais quentes da história do planeta, 2025 chegou mostrando que esse cenário pode ser uma tendência. Tivemos o janeiro com a maior temperatura média já vista no período. O limite de 1,5 grau, estabelecido no Acordo de Paris, foi superado, e batemos a marca de 1,75 grau acima do registrado no período pré-industrial.
O ano começou com a presença da La Niña. E quando ela está em cena, o natural é que haja um resfriamento no planeta. Mas não foi o que aconteceu. Ainda em fevereiro, o brasileiro já enfrentava a terceira onda de calor do ano.
Em São Paulo, os termômetros marcavam as maiores temperaturas para o mês de fevereiro em 82 anos. E, no Rio de Janeiro, foram as mais altas dos últimos 97 anos.
Cada fração de grau a mais na temperatura média desencadeia uma série de consequências. Ondas de calor e de frio mais duradouras, inundações mais frequentes, secas mais severas. Eventos extremos que, mais uma vez, marcaram o cenário global e o noticiário.
“Pela primeira vez, nós vimos o impacto dos eventos extremos quando a temperatura chega a 1,5 grau. Isso aconteceu em 2024 e 2025 e agora continua a acontecer. Estamos preparados?”, questiona o cientista climático Carlos Nobre.
COP30 no Brasil
Preparar o planeta é um dos objetivos da conferência do clima, que este ano foi no Brasil. Fomos protagonistas e anfitriões do maior evento global sobre o tema. A COP30, na Amazônia, trouxe alguns avanços na agenda climática e mostrou o esforço no combate ao aquecimento global. No entanto, mesmo diante de tantos eventos extremos, o evento terminou sem um acordo global para o fim do uso de combustíveis fósseis, principal responsável pelo aquecimento do planeta.
Enquanto os países não chegam a um acordo, o governo brasileiro apresentou o seu Plano Clima. A proposta traz metas ambiciosas para os próximos anos. O objetivo é enfrentar as mudanças climáticas e os eventos climáticos tão visíveis, mas também evitar que a situação piore.
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